Existem pessoas que entram nas nossas vidas ao acaso, por motivos, por coisas que provavelmente eu não saiba explicar. Aquelas que nos transmutam de tal forma, que passam a fazer parte de nós.
A nove meses atrás, perambulava por um mundo liquido, pela terra dos desencontros, e em meio a encruzilhadas O Mago me encontrou. Conversas, interrogatórios, confluência de pensamentos, visões, masturbações mentais. Ele não precisa de muito para desmembrar a mente de quem quer que seja. Acho que O Mago gostou do cheiro e da mente da criatura, e lhe estendeu a mão. Sabia que havia encontrado um ser viciado em conhecimento, sabia no que poderia transformar tanta necessidade!
O Professor transmutou a criatura em eterna aluna. Nunca vou esquecer de tuas palavras: "vá beber da fonte". E de tudo, em tudo precisava sugar, beber da nova água que me oferecia. E sim, tu pegou minha mente e a afogou nos livros que tanto tinha receio em mergulhar. Palavras que penetram e estripam a mente, e acabam por parir conhecimento e compreensões.
Jonatan Strange, Mago, Mestre e Professor.
Hoje, no dia em que faz anos, eu poderia apenas desejar a ti coisas boas, mas além disso, a vontade é de agradecer: pela amizade, pelos ensinamentos, pelas milhares de informações e pensamentos trocados, pela tua forma de ver as pessoas, o mundo!
As vezes te vejo um buraco negro, impossível passar por ti sem se distorcer, sem sofrer consequências, modificações. A capacidade de mover o mundo a sua volta, a ferramenta para isso? A inteligencia, as palavras, os livros. A mente sadeana corrompe pelas palavras, pela leitura. Os Breviários Obscenos são uma armadilha, a cada click um novo espasmo, um novo vicio!
Estou a aprender contigo a arte de corromper as pessoas, de perverte-las. E descobrindo os prazeres de tal ato também, eu não poderia ter melhor Professor que ti!
Não sou a mesma depois que te conheci, e todos os dias, a cada palavra trocada, também não sou a mesma, porque tua mente sempre faz a minha ir além, transmutar para algo maior.
Professor, eterno cheirador de livros, obrigada por ser!
Tu continua a ser o lobo no subconsciente, na minha memória.
http://www.jonatanstrange.com
"Escreva para destruir o texto, mas alimente-se. Fartamente. Depois vomite. E isso pode ser muito pessoal, escrever é enfiar o dedo na garganta. Depois, claro, você peneira essa gosma, amolda-a, transforma. Pode sair até uma flor. Mas o momento decisivo é o dedo na garganta. Escrever - pode eliminar essa sensação de gratuidade no existir, de coisas o tempo todo fugindo e se transformando em passado. Então vai, escreve e diz tudo e rasga o coração, as vísceras, expõe tudo, grita, esperneia - no papel. Isso é escrever. Tirar sangue com as unhas. E não importa a forma, não importa a "função social", não importa que, a princípio, seja apenas uma espécie de auto - exorcismo. Mas tem que sangrar a-bun-dan-te-men-te." Caio Fernando de Abreu.

Postou 3 minutos antes de acabar o dia. Se fosse 2, tinha que ter até trilha sonora.
ResponderExcluirhttp://www.youtube.com/watch?v=GPbqQOf41Qc&ob=av3e
Obrigado pelas palavras.
Que tudo!
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